Optar por Deus é viver o amor de filhos (Mt 4, 1-11)
Consagrado pelo Espírito, o Messias, enviado por Deus, sofre tentações: sozinho, jejuando sem comer pão, deve optar pessoalmente por Deus, antes de pregar o Deus que vai anunciar.
Com motivos diferentes, mas sempre coincidentes no seu objectivo, a tentação consiste em negar a decisão de Deus e concretiza-se em três assaltos, que estão narrados de forma simétrica:
1.º O tentador tem sempre a iniciativa (Mt 4,3.5.8); a tentação não surge fruto da situação de fome que Jesus passa; mas vem a partir de fora;
2.º Jesus reage apoiando-se na Palavra de Deus(Mt 4,4.6.10): ela serve de discernimento para acertar na prova e é guia da sua opção pessoal;
3.º O tentador não insiste nunca na mesma proposição; repete-se a tentativa, mas varia o motivo (Mt 4,3.4.9). Há que observar uma certa progressão nesses motivos que estão na base da proposta tentadora: da interrogação sobre a própria vida, passa-se à interrogação da presença de Deus, para terminar propondo a própria renúncia a Deus. Passar fome alimenta a dúvida sobre a providência de Deus que culmina na procura de outros deuses, que dão mais segurança e a quem terminaremos por adorar.
Como vencer as tentações que todos os dias nos assaltam?
Jesus, citando um texto no qual se recorda a Israel que a fome passada no deserto foi prova de uma pedagogia paterna (Dt 8,3; cf. 8,2-6), responde que para viver não precisa do pão material, mas de tudo quanto tenha Deus para lhe dizer: filho de Deus não é quem não tem dificuldades, mas sim quem se alimenta da palavra de Deus. Jesus sabe que o ser Filho amado (Mt 3,17) exige que se alimente da Palavra de Deus.
A segunda tentação (Mt 4,5-6) situa-se no templo de Jerusalém, lugar privilegiado da presença de Deus no meio do seu povo. A subtileza do tentador é aterradora: serve-se da palavra de Deus para tentar o filho de Deus (Mt 4,6). Jesus responde citando um texto que impõe o serviço exclusivo de Deus (Dt 6,16). O fiel que supera a tentação torna vitorioso o Deus a quem ama e a quem serve.
O tentador, longe de se dar por vencido (MT 4, 5-6), mostra a Jesus o mundo e a sua glória e oferece-lhos, se lhe prestar culto. Somente o diabo, na sua ousadia, pode chegar tão longe: disfarça-se de Deus e apresenta-se como divino diante do filho de Deus. Jesus manda ao tentador que se afaste e o texto citado (Dt 5,9; cf. 6,13) termina pela raiz com a questão e torna desnecessárias posteriores tentações. Não há prova que não possa superar aquele para quem somente Deus deva ser adorado: dar culto ao único Deus livra-nos de prestar culto aos nossos deuses, por mais maravilhosos que nos pareçam ser. Quem se sente apaixonado por Deus tem o seu coração disponível para o serviço de Deus e amar os irmãos.
Consagrado pelo Espírito, o Messias, enviado por Deus, sofre tentações: sozinho, jejuando sem comer pão, deve optar pessoalmente por Deus, antes de pregar o Deus que vai anunciar.
Com motivos diferentes, mas sempre coincidentes no seu objectivo, a tentação consiste em negar a decisão de Deus e concretiza-se em três assaltos, que estão narrados de forma simétrica:
1.º O tentador tem sempre a iniciativa (Mt 4,3.5.8); a tentação não surge fruto da situação de fome que Jesus passa; mas vem a partir de fora;
2.º Jesus reage apoiando-se na Palavra de Deus(Mt 4,4.6.10): ela serve de discernimento para acertar na prova e é guia da sua opção pessoal;
3.º O tentador não insiste nunca na mesma proposição; repete-se a tentativa, mas varia o motivo (Mt 4,3.4.9). Há que observar uma certa progressão nesses motivos que estão na base da proposta tentadora: da interrogação sobre a própria vida, passa-se à interrogação da presença de Deus, para terminar propondo a própria renúncia a Deus. Passar fome alimenta a dúvida sobre a providência de Deus que culmina na procura de outros deuses, que dão mais segurança e a quem terminaremos por adorar.
Como vencer as tentações que todos os dias nos assaltam?
Jesus, citando um texto no qual se recorda a Israel que a fome passada no deserto foi prova de uma pedagogia paterna (Dt 8,3; cf. 8,2-6), responde que para viver não precisa do pão material, mas de tudo quanto tenha Deus para lhe dizer: filho de Deus não é quem não tem dificuldades, mas sim quem se alimenta da palavra de Deus. Jesus sabe que o ser Filho amado (Mt 3,17) exige que se alimente da Palavra de Deus.
A segunda tentação (Mt 4,5-6) situa-se no templo de Jerusalém, lugar privilegiado da presença de Deus no meio do seu povo. A subtileza do tentador é aterradora: serve-se da palavra de Deus para tentar o filho de Deus (Mt 4,6). Jesus responde citando um texto que impõe o serviço exclusivo de Deus (Dt 6,16). O fiel que supera a tentação torna vitorioso o Deus a quem ama e a quem serve.
O tentador, longe de se dar por vencido (MT 4, 5-6), mostra a Jesus o mundo e a sua glória e oferece-lhos, se lhe prestar culto. Somente o diabo, na sua ousadia, pode chegar tão longe: disfarça-se de Deus e apresenta-se como divino diante do filho de Deus. Jesus manda ao tentador que se afaste e o texto citado (Dt 5,9; cf. 6,13) termina pela raiz com a questão e torna desnecessárias posteriores tentações. Não há prova que não possa superar aquele para quem somente Deus deva ser adorado: dar culto ao único Deus livra-nos de prestar culto aos nossos deuses, por mais maravilhosos que nos pareçam ser. Quem se sente apaixonado por Deus tem o seu coração disponível para o serviço de Deus e amar os irmãos.
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