O perdão à mulher pecadora (Lc 7, 36-50)
Não se dá o nome, de certo por discrição, desta mulher conhecida por todo o povo como pecadora. Não temos nenhum motivo para a identificar como sendo Maria Madalena de quem se fala no cap. 8, 2. Simão, o fariseu, tem o coração endurecido, coisa que não é rara entre os fariseus. Não compreende que uma pecadora se converta sinceramente; não compreende que Jesus se deixe ungir por aquela mulher: “Se este homem fosse profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora”. Jesus mostra um coração cheio de misericórdia acolhendo aquela mulher na qual se dão dois motivos de marginalização: ser pecadora e ser mulher.
Simão não entende que Jesus seja um profeta. Mais que um convidado ao banquete do Reino, é ele que convidou Jesus para o seu próprio banquete. Não cumpre os ritos de cortesia de um oriental. O texto parece insinuar que Jesus não foi convidado com boas intenções. Estão aqui presentes dois mundos: o dos fariseus e o de Jesus. E quem vai julgar estes dois mundos é a própria mulher que vai ser a juíza entre eles. Esta mulher vai restituir a dignidade a este profeta amigo de publicanos e pecadores.
Como sinal contrário está a atitude da mulher. O frasco de perfume, usado noutras ocasiões como provocação de pecado, converte-se agora em expressão de amor arrependido, que mostra por sua vez um perdão já recebido. A parábola que Jesus propõe a Simão esclarece tudo isto. O agradecimento mostra que se recebeu o favor. A mulher chora de agradecimento porque foi perdoada com generosidade. Precede o amor de Deus que perdoa; a seguir vem a resposta acolhedora desse perdão. Já não é lícito considerá-la uma pecadora. Simão endurece-se por negar o perdão.
O fariseu, os puritanos, os que se julgam bons… não sentem necessidade de nada e não podem agradecer o que se lhes faz. A mulher, pelo contrário, sente necessidade de compreensão, de perdão, de misericórdia e, consequentemente, ama muito. Devemos realçar o V. 47: não é o amor da pecadora que provoca o perdão, mas sim o perdão de Jesus que a leva a amar com toda a sua alma e o seu coração.
Jesus reintegra aquela mulher na sociedade que a marginalizou: “A tua fé te salvou. Vai em paz”. Teríamos que acrescentar aqui os três primeiros versículos do cap. 8, notando a atenção que Lucas presta ao grupo de mulheres que seguem Jesus.
Não se dá o nome, de certo por discrição, desta mulher conhecida por todo o povo como pecadora. Não temos nenhum motivo para a identificar como sendo Maria Madalena de quem se fala no cap. 8, 2. Simão, o fariseu, tem o coração endurecido, coisa que não é rara entre os fariseus. Não compreende que uma pecadora se converta sinceramente; não compreende que Jesus se deixe ungir por aquela mulher: “Se este homem fosse profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora”. Jesus mostra um coração cheio de misericórdia acolhendo aquela mulher na qual se dão dois motivos de marginalização: ser pecadora e ser mulher.
Simão não entende que Jesus seja um profeta. Mais que um convidado ao banquete do Reino, é ele que convidou Jesus para o seu próprio banquete. Não cumpre os ritos de cortesia de um oriental. O texto parece insinuar que Jesus não foi convidado com boas intenções. Estão aqui presentes dois mundos: o dos fariseus e o de Jesus. E quem vai julgar estes dois mundos é a própria mulher que vai ser a juíza entre eles. Esta mulher vai restituir a dignidade a este profeta amigo de publicanos e pecadores.
Como sinal contrário está a atitude da mulher. O frasco de perfume, usado noutras ocasiões como provocação de pecado, converte-se agora em expressão de amor arrependido, que mostra por sua vez um perdão já recebido. A parábola que Jesus propõe a Simão esclarece tudo isto. O agradecimento mostra que se recebeu o favor. A mulher chora de agradecimento porque foi perdoada com generosidade. Precede o amor de Deus que perdoa; a seguir vem a resposta acolhedora desse perdão. Já não é lícito considerá-la uma pecadora. Simão endurece-se por negar o perdão.
O fariseu, os puritanos, os que se julgam bons… não sentem necessidade de nada e não podem agradecer o que se lhes faz. A mulher, pelo contrário, sente necessidade de compreensão, de perdão, de misericórdia e, consequentemente, ama muito. Devemos realçar o V. 47: não é o amor da pecadora que provoca o perdão, mas sim o perdão de Jesus que a leva a amar com toda a sua alma e o seu coração.
Jesus reintegra aquela mulher na sociedade que a marginalizou: “A tua fé te salvou. Vai em paz”. Teríamos que acrescentar aqui os três primeiros versículos do cap. 8, notando a atenção que Lucas presta ao grupo de mulheres que seguem Jesus.