CEGOS À VERDADE - EU SOU A LUZ DOMUNDO (Jo 9, 1-41)
Não há pior surdo que aquele que não quer ouvir
nem pior cego do que aquele que fecha os olhos à luz.
Porque vivemos cegos,
multiplicam-se as nossas quedas
e vemos tudo negro.
No tema anterior vimos que Jesus se manifestava como luz e como vida, segundo o que já estava anunciado no Prólogo (1, 4). A seguir temos dois sinais: a cura de um cego de nascimento que fará que Jesus se apresente como luz dos homens e a ressurreição de Lázaro que o apresenta como a verdadeira vida.
A cura do cego é um sinal que nos mostra o triunfo da luz sobre as trevas. A água tinha um papel muito importante na comunicação da vida; também aqui a água aparece como meio para comunicar a luz. Não é a água das purificações, que ficou inválida em Caná; nem a água da piscina, que foi incapaz de curar o paralítico. A água que dá luz è a água de “Siloé”, isto é, o “Enviado”. Este sinal ocupa todo o Cap. X de S. João.
A narração do facto (Jo 9, 1-12)
Fora do Templo, sem dizer o lugar concreto, encontra-se um cego de nascimento. Os discípulos não se interessam pelo homem, mas sim pela possível culpa em ser cego (têm mentalidade judaica acerca do mal...). Jesus vê na cegueira daquele homem uma ocasião para manifestar as obras de Deus; estas obras acreditam-nO como “luz do mundo”.
Feita esta breve introdução, Jesus começa a actuar por sua própria iniciativa, sem que o cego o tenha pedido. Faz barro no chão, com saliva que é portadora de alento de vida e não barro com água. Ungiu-lhe os olhos, Ele que é o “Ungido”, o “Cristo” (4, 25) e manda-o lavar na piscina de Siloé, que significa o “Enviado”. Embora diga que foi à piscina e se lavou, não menciona a água. Tinha sido ungido com barro feito com saliva, mistura de água e espírito. A cura foi instantânea, dando lugar a discussões acerca da identidade do cego.
Não há pior surdo que aquele que não quer ouvir
nem pior cego do que aquele que fecha os olhos à luz.
Porque vivemos cegos,
multiplicam-se as nossas quedas
e vemos tudo negro.
No tema anterior vimos que Jesus se manifestava como luz e como vida, segundo o que já estava anunciado no Prólogo (1, 4). A seguir temos dois sinais: a cura de um cego de nascimento que fará que Jesus se apresente como luz dos homens e a ressurreição de Lázaro que o apresenta como a verdadeira vida.
A cura do cego é um sinal que nos mostra o triunfo da luz sobre as trevas. A água tinha um papel muito importante na comunicação da vida; também aqui a água aparece como meio para comunicar a luz. Não é a água das purificações, que ficou inválida em Caná; nem a água da piscina, que foi incapaz de curar o paralítico. A água que dá luz è a água de “Siloé”, isto é, o “Enviado”. Este sinal ocupa todo o Cap. X de S. João.
A narração do facto (Jo 9, 1-12)
Fora do Templo, sem dizer o lugar concreto, encontra-se um cego de nascimento. Os discípulos não se interessam pelo homem, mas sim pela possível culpa em ser cego (têm mentalidade judaica acerca do mal...). Jesus vê na cegueira daquele homem uma ocasião para manifestar as obras de Deus; estas obras acreditam-nO como “luz do mundo”.
Feita esta breve introdução, Jesus começa a actuar por sua própria iniciativa, sem que o cego o tenha pedido. Faz barro no chão, com saliva que é portadora de alento de vida e não barro com água. Ungiu-lhe os olhos, Ele que é o “Ungido”, o “Cristo” (4, 25) e manda-o lavar na piscina de Siloé, que significa o “Enviado”. Embora diga que foi à piscina e se lavou, não menciona a água. Tinha sido ungido com barro feito com saliva, mistura de água e espírito. A cura foi instantânea, dando lugar a discussões acerca da identidade do cego.
Investigação judicial (Jo 9, 13-34)
Os fariseus iniciam uma investigação porque a cura foi a um Sábado. Tratam de esclarecer os factos, mas a sua sentença já está dada: “Este homem não guarda o Sábado, não pode vir de Deus”. O homem que até agora tinha vivido na escuridão, torna-se cada vez mais lúcido à medida que vai respondendo às objecções:
- é um profeta (v. 17);
- se é pecador ou não, não o sabe; o único que sabe é que era cego e agora vê (v. 25);
- é estranho que não saibais de onde veio aquele que me abriu os olhos (v. 30);
- sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas sim aquele que é religioso e cumpre a sua vontade (v. 31);
- se este não viesse de Deus, não poderia fazer nada (v. 32).
Os dirigentes do povo procuram com todos os argumentos separar o cego de Jesus. Recorrem aos pais, que não se comprometem por medo dos judeus e o próprio cego ironiza: “também vós vos quereis fazer seus discípulos?”. Recorrem então à violência e expulsam-no da sinagoga.
A luz da fé (Jo 9, 35-39)
Expulso da sinagoga, sente-se livre para aceitar Jesus que vem ao seu encontro. Jesus pergunta-lhe: “Tu crês no Filho do Homem?” A luz recebida nos seus olhos leva-o a aceitar a luz da fé. Acredita e prostra-se diante de Jesus. Estabeleceu-se uma relação interpessoal que é fundamentalmente a fé. Os dirigentes do povo, apesar do seu sistema doutrinal, não abraçam a fé. A fé é sempre fruto de uma experiência pessoal do homem com Deus.
Os que pretendiam ser juízes são julgados. A acusação de Jesus é grave porque se apoia na recusa que os judeus fazem da luz, convertendo-se em cegos voluntários. A sentença é decisiva: “Se fosseis cegos não estaríeis em pecado; mas, como dizeis que vedes, o vosso pecado permanece”(v.41). O cego de nascimento não tinha pecado; os dirigentes do povo são cegos por causa do seu pecado.