sexta-feira, maio 25, 2007

Vem, Espírito Santo

Quem é o Espírito Santo?
(Uma definição através das suas funções e atributos)

1. Congrega na mesma fé aqueles a quem o pecado dividiu.
2. Fortalece os corações dos renascidos pela graça de Deus.
3. Renova a face da terra. Purifica, renova, acende e alegra as entranhas do mundo.
4. Infunde o conhecimento de Deus a todos os povos.
5. É quem faz compreender a realidade dos mistérios da salvação e leva ao conhecimento pleno da verdade revelada.
6. Perscruta e ilumina o coração dos homens e restabelece a fé com a notícia feliz do Senhor Ressuscitado.
7. Obras maravilhosas como as da pregação do Evangelho e as da missão salvadora da Igreja.
8. Enche o coração dos fiéis e acende neles o fogo do seu amor.
9. Guia e santifica a Igreja e todos os seus membros através os sacramentos.
10. Rega a terra ressequida, cura o coração doente, lava as manchas, infunde calor de vida no gelo, domina o espírito indomável, guia por sendas direitas, distribui os seus sete dons, salva o que anda perdido e dá o gozo na eternidade.


Quem é o Espírito Santo?
(Uma definição através dos seus dons)

1. Luz: “Vem, Espírito Santo, manda um raio da tua luz sobre cada um de nós”.
2.Dom: “Vem, ó Pai dos pobres, luz profunda nos teus dons, dom nos teus maravilhosos dons”.
3. Consolação: “Não há consolação como a tua, doce hóspede, o meu descanso”.
4. Paz: “Suave trégua na fadiga, brisa nas horas de fogo, paz nas aflições”.
5. Profundidade: Luz sapientíssima, penetra nas almas dos teus fiéis até ao mais profundo e enche-nos com os teus dons”.
6. Sopro: ““Que o vazio existe no homem, que domínio da culpa sem o teu sopro!”
7. Chuva: “Lava o rosto do imundo, rega tu a secura da nossa vida, vem e cura-nos”.
8. Ternura: “Domina tudo o que é rígido, encaminha o extraviado”.
9. Recompensa: “Dá ao esforço o mérito, salva o que procura a salvação”.
10. Alegria: “Dá-nos o teu gozo eterno e uma alegria que seja contagiante”.

quinta-feira, maio 24, 2007

Uma definição através das sua obras

Quem é o Espírito Santo?
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1.É quem ajuda a Igreja, quem a conduz e que está sempre com ela.
2. É o Espírito da verdade.
3. É quem guia o povo de Deus, os seus pastores e os seus fiéis, para que possam entender e viver a verdade.
4. É quem nos recorda o que nos ensinou o Senhor. É o dom pascal do Ressuscitado.
5. É o advogado a defender-nos do mal.
6. É quem tudo dá ao povo santo de Deus: a consciência da sua responsabilidade, impulsionando-os ao serviço de Cristo e da nova humanidade, prefigurada na sua Igreja.
7. É quem orienta os crentes na sua confissão de fé em Cristo e quem nos leva a chamar a Deus com o nome de «Pai».
8. É quem renova a Igreja, nos enche de energia, de generosidade, de disponibilidade, de entrega, de dinamismo, de liberdade, de força apostólica. Muda os nossos corações de pedra em corações novos e a nossa tristeza em alegria.
9. É quem nos visita com os seus dons: sabedoria, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Torna-nos «dom» para os outros.
10. É o santificador, que prolonga na eternidade a criação do Pai e a redenção do Filho. É quem nos permite desenvolver em nós a vida cristã em plenitude.

terça-feira, maio 22, 2007

Vem, Espírito Santo, e renovai os nossos corações

Vem, Espírito Santo, e renova os nossos corações
Na semana em que nos preparamos para celebrar a solenidade do Espírito Santo, o Pentecostes, apresentamos, ao longo da semana, alguns textos que nos ajudem a amar e a adorar a terceira pessoa da Santíssima Trindade, Deus com o Pai e com Filho.

Quem é o Espírito Santo?
(Uma definição a partir dos textos litúrgicos)

1. Pai amoroso dos pobres.
2. Dom, nos seus maravillosos dons.
3. Luz, que penetra as almas.
4. Fonte das maiores consolações.
5. Doce hóspede da alma.
6. Divina luz que nos enriquece.
7. Descanso no nosso esforço.
8. Trégua no duro trabalho.
9. Brisa nas horas de fogo.
10. Gozo que enxuga as lágrimas e conforto no luto.

É, como proclama a fé da Igreja no Credo, «Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos Profetas»

sábado, maio 19, 2007

Reflexão esta semana da Ascensão

Ascensão do Senhor – Encerramento da Semana da Vida

Para reflectir – A Palavra de Deus

I Leitura (Act 1, 1-11)
Nos Actos dos Apóstolos S. Lucas quer revitalizar as comunidades cristãs cansadas de esperar o regresso do Senhor, que pensavam não tardar. Lembra que ninguém sabe os tempos ou os momentos que o Pai determinou e destaca o testemunho dos Apóstolos a quem Jesus, depois da sua paixão, se apresentou vivo, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. Realça também as últimas instruções aos Apóstolos, nomeadamente sobre a acção do Espírito que faria deles suas testemunhas … até aos confins da terra. A Igreja vive no tempo e os cristãos não devem estar parados de olhos fixos no Céu.
Nos Actos dos Apóstolos a Ascensão dá-se no Cenáculo, à mesa, lugar da Eucaristia e do Mandamento Novo. É agora que vais restaurar o reino de Israel?
Esta pergunta mostra até que ponto os Apóstolos ainda pensavam em termos de poder, prestígio, honras…e Jesus vai dizer-lhes que somente o Baptismo no Espírito os levaria a compreender o que o Senhor dizia sobre o testemunho, o tempo e o espaço da Igreja.
Não se é evangelizado nem se evangeliza sem a luz e a força do Espírito Santo.

II Leitura (Ef 1, 17-23)
S. Paulo, escrevendo aos cristãos de Éfeso, quer que eles compreendam a esperança a que foram chamados. O fundamento está na poderosa força que Deus exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou acima de tudo, como cabeça de toda a Igreja que é o seu Corpo, a plenitude daquele que preenche tudo em todos.
É nossa vocação ser Corpo de Cristo e participar da vida que circula d’Ele, cabeça, para nós, seus membros. Esta alegre esperança não pára em nós. Já não é tempo de aguardar expectantes, pois o Espírito Santo já se derramou na Igreja e nos nossos corações. É a hora de os membros do Corpo de Cristo, depositários da plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos, abraçarem a missão e serem testemunhas até aos confins da terra. Cristo, que partiu, chama-nos a ocupar o seu lugar.

Evangelho (Lc 24, 46-53)
O testemunho tem como tema central o seguinte: O Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e havia de ser pregado em seu nome o arrependimento dos pecados. Isto, que escandaliza até os Apóstolos, é a diferença entre a mentalidade dominante e Cristo: sendo de condição divina, não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus, despojou-se a Si mesmo, tomando a condição de servo, tornando-se semelhante aos homens… e humilhou-se a Si mesmo, obediente até à morte e morte de cruz (Fil 2, 6-8). Em plena Ceia, a discussão sobre quem é o maior, contrasta com a atitude do Mestre que está com quem serve (Lc 22, 27). Ele é a verdade do Reino e do Homem Novo: doação até à morte, anúncio do arrependimento e mudança de vida, ressurreição. A humanidade nova encontra-se na alegria da comunhão com Deus, em Cristo, Homem novo. Confirma-se o desígnio inicial do Criador que predestinou a nossa humanidade para ser glorificada.

Que exigências nos coloca, à nossa vida cristã, esta semana da vida?
1.ª Num novo contexto de luta pela vida os Bispos de Portugal apelam a uma acção evangelizadora, atenta a uma cultura não impregnada de valores éticos fundamentais. O Evangelho oferece esses valores.
2.ª Sem a acção do Espírito Santo ninguém é evangelizado nem é evangelizador. Não fiquemos a olhar para o Céu.
3.ª A Ascensão associa a vida humana à glorificação de Cristo ressuscitado. A felicidade humana é preocupação de Deus.
4.ª A glória de Deus é o homem vivo (Santo Ireneu). Jesus veio para servir. A cruz é escândalo, mas sinal decisivo a erguer diante de todos para que renasçam no Espírito.
5.ª A Palavra de Deus e a Eucaristia edificam-nos como Igreja enviada a testemunhar no mundo que Deus não desiste de nos restituir à felicidade da comunhão a que nos chama desde sempre.

domingo, maio 13, 2007

Entrevista do pároco ao Jornal A Guarda

A propósito da celebração dos 25 anos de sacerdócio do P. Moiteiro, pároco das Paróquias da Sé e São Vicente, na Guarda, juntamente com o P. José Dionísio, o Jornal A Guarda, de 3 de Maio, fez-lhe uma entrevista. Entre as várias perguntas feitas para a entrevista publicamos aquelas que mais directamente se relacionam com a vida das Paróquias.

Actualmente, é ou não complicado ser padre?
Reconheço que não é fácil ser padre hoje e isto por duas ordens de razões. A primeira prende-se, por um lado, com a missão de ser bom pastor à imagem de Cristo e, por outro, vermos como a nossa vida está longe de revelar rosto de Deus aos homens do nosso tempo. A segunda diz respeito à nossa sociedade e aos valores que orientam boa parte dos nossos cristãos. Em vez de sermos fermento que vá levedar a massa, deixamo-nos imbuir do relativismo que afecta a todos. Ser padre segundo coração de Cristo é difícil mas é também uma meta para a qual queremos caminhar todos os dias. Não devemos esquecer que quem transforma o coração da humanidade não somos nós mas sim a força do Espírito de Deus que nele está presente.
Haverá alguma razão para que os jovens estejam um pouco afastados de Deus e da Igreja?
Para além das razões apontadas, penso que a maior dificuldade é a falta de modelos que os levem a apostar a vida em causas nobres. Há um divórcio crescente entre a fé e a vida e isto faz que os jovens andem afastados de Deus e da Igreja.
Como analisa o relacionamento das paróquias da cidade com os jovens que frequentam o Instituto Politécnico da Guarda?
O Pe José Dionísio está nomeado, pelo Senhor Bispo, Assistente Espiritual do Instituto Politécnico da Guarda. Neste sentido, tem desenvolvido algumas acções de formação e assegurado, dentro de todas as limitações das outras acções pastorais de que também está responsável, uma permanência efectiva no espaço reservado a este serviço. A permanência é assegurada por ele e pela equipa de jovens que com ele colabora.
Qual o balanço que faz do tempo que está à frente das paróquias da cidade da Guarda (Sé e São Vicente)?
O tempo ainda é pouco e, neste momento, estou a tomar conhecimento da realidade e a tentar descobrir caminhos que abram espaços para a formação cristã dos nossos baptizados. Noto um cristianismo muito baseado na liturgia e no culto e pouco empenho na transformação da realidade em que vivemos. Por aqui temos de fazer esforços na formação dos vários agentes que colaboram na pastoral e dar-lhes a perspectiva de uma eclesiologia de comunhão.
No seu ponto de vista, o património religioso construído, nestas paróquias, está bem preservado?
A maior parte do património religioso está bem conservado e isso deve-se ao esforço da anterior equipa sacerdotal, nomeadamente do Senhor P. Abel. Gostaria de ver a Catedral mais acolhedora para as celebrações, uma vez que o edifício identifica a nossa cidade e é o mais belo monumento de toda a Beira interior. Estamos a fazer esforços nesse sentido sabendo que a colaboração com o IPPAR é indispensável. As dificuldades financeiras deste organismo também não têm ajudado nas nossas pretensões.
No caso concreto da Capela do Mileu, há algum projecto de recuperação?
A Capela é propriedade da Fábrica da Igreja de São Vicente, mas é um monumento classificado e, por esta razão, a consolidação da parede que está junto do cemitério tem de ser feita em colaboração com as várias entidades interessadas. Em Setembro passado, os serviços da Câmara Municipal confirmaram que ainda não há risco imediato, mas que devemos estar atentos à evolução da situação.
E para os azulejos da Igreja de São Vicente?
Sei que o Programa Polis fez uma candidatura junto de uma Fundação com base na lei do mecenato. As coisas não se resolvem com a rapidez que nós desejamos e aguardamos uma resposta para depois actuarmos. Não são só os azulejos que precisam de recuperação, mas sim todo o interior da Igreja necessita obras urgentes.
A zona das Lameirinhas continua sem um lugar próprio de culto. O que é que está a ser feito para alterar esta situação?
Estamos na fase inicial de elaboração de um Projecto para a construção de um Lar de Idosos, num terreno que a Paróquia tem nessa zona. Esse Projecto prevê um lugar de culto que estará à disposição daquela zona da cidade. Aliás, também haverá salas para formação humana e cristã dos habitantes das Lameirinhas.
Que obras pretende realizar nas paróquias da Sé e São Vicente, a nível de culto, a nível de formação e a nível social?
Para além da recuperação do património já assinalado e na continuação do que já vinha de trás, estamos a pensar num espaço de oração e formação em Alfarazes e num Complexo Paroquial para a Povoa do Mileu. Aqui, concretamente, a dificuldade está ao nível do terreno.

6.º Domingo de Páscoa

Para reflectir
6.º Semana de Páscoa
O «espírito» do «Concílio» de Jerusalém (Act 15, 1.22-29)

O Livro dos Actos dos Apóstolos apresenta-nos, na liturgia desta sexta semana da Páscoa, um dos episódios mais importante da vida das primeiras comunidades cristãs: O Concílio de Jerusalém.
A comunidade cristã de Antioquia da Síria tinha enviado Paulo e Barnabé (anos 46-48) na primeira viagem missionária, e o anúncio do Evangelho aos pagãos tinha sido coroado de êxito. Isto iria colocar um desafio à Igreja de Jerusalém onde a maioria dos seus membros era proveniente do judaísmo. Os pagãos tinham ou não de submeter-se à lei de Moisés, isto é, tinham de se circuncidar para serem cristãos? A questão era tão importante que motivou a reunião dos responsáveis da Igreja porque estavam em jogo realidades muito importantes: Onde está o que fez Jesus por cada um de nós? Que valor tem a morte e a ressurreição de Jesus? A salvação está na Lei ou em Jesus?
Após a deliberação dos responsáveis da comunidade cristã, toma-se a decisão que a Lei não é necessária para a salvação. Não se devem obrigar os pagãos a submeter-se à circuncisão, mas sim abrirem-se (aceitarem) a graça de Deus. Esta é a grande luta pela liberdade cristã que começa logo nos inícios da Igreja. Não nos podemos esquecer que Jesus e Paulo viverem submetidos à Lei de Moisés mas, no momento próprio, decidiram abandonar esse caminho. O cristianismo encontrou a sua identidade abandonando a Lei (a Torah judia) e identificando-se com Cristo crucificado e ressuscitado.

O amor deve transformar o mundo (Jo 14, 23-29)
Estamos no discurso de despedida de Jesus com os seus discípulos, na Última Ceia. Jesus diz aos seus discípulos que a sua palavra é a palavra do Pai. Quando Ele não estiver com eles, essa palavra continuará a ser proclamada e a dar vida porque o Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho, completará tudo aquilo que for necessário à vida da comunidade. Jesus despede-se dos seus num tom cordial de fidelidade (deixa o Espírito que continua a sua missão) e dá-lhes o dom da paz.
Para o quarto Evangelho, o de S. João, o mundo é todo aquele que não ama. Por esta razão, a mensagem do Evangelho é muito simples: Quem ama está a cumprir a vontade de Deus, do Pai. Por isso, quem ama no mundo, mesmo que não seja dos “discípulos” de Jesus, também está a colaborar no processo de transformação deste mundo em Reino de Deus, porque o Espírito está para além de todas as barreiras, povos e, mesmo, religiões. Ninguém pode aprisionar o Espírito e Ele actua no coração daqueles que amam a Deus e os irmãos. O mundo necessita o amor que Jesus propõe para que Deus “seja morada” em nós. Onde há amor, aí existe Deus, e Deus habita nele.

quarta-feira, maio 09, 2007

um lugar de evangelização

Inicia agora um novo lugar de Evangelização. Esperamos que seja aproveitado por muitos!