sexta-feira, setembro 18, 2009
terça-feira, setembro 15, 2009
Catequese da Infância e Adolescência
Inscrições para o 1º Ano
De 15 de Setembro a 03 de Outubro
No Centro Pastoral Paroquial S. José (Rua António Júlio, n.º 12), de Terça a Quinta das 18h30 às 19h30 e Sábados das 10h às 12h
Elementos necessários para a inscrição:
Dados pessoais e cédula de vida cristã
Para qualquer informação contactar, 967 943 028 (Ir. Joaquina, sNSF), 271 211 231 (Residência Paroquial) ou através do paroquias.sesvicente@gmail.com
A Catequese Paroquial arranca dia 6 de Outubro!
De 15 de Setembro a 03 de Outubro
No Centro Pastoral Paroquial S. José (Rua António Júlio, n.º 12), de Terça a Quinta das 18h30 às 19h30 e Sábados das 10h às 12h
Elementos necessários para a inscrição:
Dados pessoais e cédula de vida cristã
Para qualquer informação contactar, 967 943 028 (Ir. Joaquina, sNSF), 271 211 231 (Residência Paroquial) ou através do paroquias.sesvicente@gmail.com
A Catequese Paroquial arranca dia 6 de Outubro!
domingo, março 01, 2009
I Domingo da Quaresma
O texto do Evangelho deste I domingo da Quaresma é uma narração do chamamento de um homem a ser filho de Deus: narra a vocação de Jesus a ser e a actuar como Filho de Deus. Antes, Jesus, uma vez baptizado, viu o céu aberto e o Espírito descer sobre Ele. A abertura do céu e o Espírito como dom estão associados, na pregação profética (cf. Is 63, 11. 19-64, 3), à inauguração dos tempos messiânicos: Deus tinha deixado de falar, os homens tinham ficado sem o Espírito até que chegasse o Messias prometido. Embora o não conhecessem, o aparecimento de Jesus nas margens do rio Jordão, foi uma ocasião para Deus se comunicar com o seu povo e dar o seu Espírito ao seu escolhido. Onde esteja Jesus, por insignificante que seja a sua presença, estarão abertos os céus de par em par, o Espírito a descer sobre nós e Deus a falar. Não devemos esperar outro porque o Filho já está entre nós.
É Deus que afirma ser Pai de Jesus, e a sua palavra, como afirmação de Deus, cria quando fala (Gn 1, 3.6.9.11.13-14.20-24) torna Filho a quem nomeia. É o Pai quem reconhece o Filho, aceitando-o publicamente como o seu próprio Filho. Ser Filho é consequência do amor do Pai: Jesus é o filho querido de Deus. Este amor paterno precede e acompanhará o seu ministério: o homem de Nazaré é o Filho de Deus. A narração que agora se inicia não é a crónica de actuação de um homem, mas sim a narração da actuação do Filho de Deus. Deus está na origem, no mais profundo, da vida e obra de Jesus de Nazaré. Tudo o que se disser d’Ele é evangelho de Deus.
Depois de Jesus ser chamado filho, é conduzido por Satanás para o deserto. O Filho amado é um filho tentado: o amor do Pai é um amor que, para ter experiência dele, temos de o aceitar custe o que custar .Não basta que Deus ame o seu Filho, o Filho de Deus deve mostrar que ama o seu Pai. O Pai que ama tem filhos provados: o afecto do Pai afecta Jesus.
Declarado Filho por Deus, Jesus teve de enfrentar sozinho os inimigos de Deus. Confrontar-se com o inimigo de Deus é próprio de cada um de nós. Deus tinha aberto o céu e quebrado o seu silêncio para o identificar como Filho. Agora, Jesus deixando-se guiar pelo Espírito, por Ele ajudado, deverá optar por não romper a sua ligação ao Pai. O deserto é o primeiro lugar para onde vai Jesus como Filho de Deus. Uma vez introduzido na família de Deus, entra sozinho no deserto e voltará para lá com certa frequência para rezar (Mc 1, 35) ou para se libertar das multidões (Mc 1, 45). Ali convidará os seus discípulos a descansarem (Mc 6, 31) e até as multidões o seguirão no deserto (Mc 8, 4). O deserto não um lugar indigno do Filho de Deus, sempre que seja um passo prévio para a missão ou sua consequência imediata. Ali aprendem os filhos que apenas podem contar com o Pai.
A tentação, apenas uma em Marcos (cf. Mt 4, 1-11; Lc 4, 1-13), é a primeira situação na qual se encontra o Filho amado de Deus, uma longa situação de solidão, 40 dias, da qual sairá vencedor. Marcos diverge dos outros sinópticos porque não concretiza as tentações e coloca-as no fim dos 40 dias de deserto para nos dizer que a tentação é estado habitual no deserto, esse lugar onde Deus não é tão evidente, esse espaço no qual não se vêem saídas nem caminhos. Aí o homem, enfrentando-se ao tentador, reafirma-se como filho de Deus, não o seu antagonista (Gn 3, 1-5). Nasce um novo homem, o verdadeiro, um Filho que serve ao projecto de Deus.
É Deus que afirma ser Pai de Jesus, e a sua palavra, como afirmação de Deus, cria quando fala (Gn 1, 3.6.9.11.13-14.20-24) torna Filho a quem nomeia. É o Pai quem reconhece o Filho, aceitando-o publicamente como o seu próprio Filho. Ser Filho é consequência do amor do Pai: Jesus é o filho querido de Deus. Este amor paterno precede e acompanhará o seu ministério: o homem de Nazaré é o Filho de Deus. A narração que agora se inicia não é a crónica de actuação de um homem, mas sim a narração da actuação do Filho de Deus. Deus está na origem, no mais profundo, da vida e obra de Jesus de Nazaré. Tudo o que se disser d’Ele é evangelho de Deus.
Depois de Jesus ser chamado filho, é conduzido por Satanás para o deserto. O Filho amado é um filho tentado: o amor do Pai é um amor que, para ter experiência dele, temos de o aceitar custe o que custar .Não basta que Deus ame o seu Filho, o Filho de Deus deve mostrar que ama o seu Pai. O Pai que ama tem filhos provados: o afecto do Pai afecta Jesus.
Declarado Filho por Deus, Jesus teve de enfrentar sozinho os inimigos de Deus. Confrontar-se com o inimigo de Deus é próprio de cada um de nós. Deus tinha aberto o céu e quebrado o seu silêncio para o identificar como Filho. Agora, Jesus deixando-se guiar pelo Espírito, por Ele ajudado, deverá optar por não romper a sua ligação ao Pai. O deserto é o primeiro lugar para onde vai Jesus como Filho de Deus. Uma vez introduzido na família de Deus, entra sozinho no deserto e voltará para lá com certa frequência para rezar (Mc 1, 35) ou para se libertar das multidões (Mc 1, 45). Ali convidará os seus discípulos a descansarem (Mc 6, 31) e até as multidões o seguirão no deserto (Mc 8, 4). O deserto não um lugar indigno do Filho de Deus, sempre que seja um passo prévio para a missão ou sua consequência imediata. Ali aprendem os filhos que apenas podem contar com o Pai.
A tentação, apenas uma em Marcos (cf. Mt 4, 1-11; Lc 4, 1-13), é a primeira situação na qual se encontra o Filho amado de Deus, uma longa situação de solidão, 40 dias, da qual sairá vencedor. Marcos diverge dos outros sinópticos porque não concretiza as tentações e coloca-as no fim dos 40 dias de deserto para nos dizer que a tentação é estado habitual no deserto, esse lugar onde Deus não é tão evidente, esse espaço no qual não se vêem saídas nem caminhos. Aí o homem, enfrentando-se ao tentador, reafirma-se como filho de Deus, não o seu antagonista (Gn 3, 1-5). Nasce um novo homem, o verdadeiro, um Filho que serve ao projecto de Deus.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

