A destruição do templo e a vinda do Filho do homem (Mt 24, 1-44)
A narração anterior acabava com palavras muito duras contra os fariseus e com esta gravíssima expressão: "A vossa casa ficará deserta" (23, 38), queda do povo judeu (parábolas dos dois filhos, dos vinhateiros homicidas e os convidados para as bodas) e a queda do templo, o seu principal baluarte. Provavelmente os discípulos não entendem as palavras de Jesus e quando saem do templo Jesus esclarece o seu pensamento: "Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído" (v. 2). Os discípulos enchem-se de medo e formulam duas perguntas: Quando acontecerá tudo isto e qual o sinal da vinda do Filho do homem e do fim do mundo?
Duas perguntas diferentes que aparecem aqui intimamente relacionadas. Jesus responde simultaneamente, mas não diz que estes factos ocorram ao mesmo tempo. Ele assinala algumas diferenças que são fundamentais: A destruição do templo, que coincidirá com a destruição de Jerusalém, é um acontecimento que os discípulos podem e devem evitar fugindo, e, por causa disto, indica-lhes os sinais precursores. A última vinda e o fim do mundo é uma catástrofe cósmica que atingirá da mesma maneira todos os homens. Uma segunda diferença: O primeiro acontecimento está relativamente próximo, acontecerá antes que desapareça a presente geração; do tempo do segundo, Jesus não quer dizer nada porque é segredo do Pai.
A narração anterior acabava com palavras muito duras contra os fariseus e com esta gravíssima expressão: "A vossa casa ficará deserta" (23, 38), queda do povo judeu (parábolas dos dois filhos, dos vinhateiros homicidas e os convidados para as bodas) e a queda do templo, o seu principal baluarte. Provavelmente os discípulos não entendem as palavras de Jesus e quando saem do templo Jesus esclarece o seu pensamento: "Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído" (v. 2). Os discípulos enchem-se de medo e formulam duas perguntas: Quando acontecerá tudo isto e qual o sinal da vinda do Filho do homem e do fim do mundo?
Duas perguntas diferentes que aparecem aqui intimamente relacionadas. Jesus responde simultaneamente, mas não diz que estes factos ocorram ao mesmo tempo. Ele assinala algumas diferenças que são fundamentais: A destruição do templo, que coincidirá com a destruição de Jerusalém, é um acontecimento que os discípulos podem e devem evitar fugindo, e, por causa disto, indica-lhes os sinais precursores. A última vinda e o fim do mundo é uma catástrofe cósmica que atingirá da mesma maneira todos os homens. Uma segunda diferença: O primeiro acontecimento está relativamente próximo, acontecerá antes que desapareça a presente geração; do tempo do segundo, Jesus não quer dizer nada porque é segredo do Pai.
Os sinais da destruição do templo
A redacção do texto não pode ser clara porque emprega um género apocalíptico. O que se diz da destruição do templo podemos aplicá-lo ao fim do mundo, porque para o povo judeu ver destruído o templo é como ver o mundo destruído; e também porque a destruição do templo se converte em símbolo do fim do mundo. Antes que o mundo seja destruído o Evangelho deve ser proclamado em todo o mundo.
Quando Mateus escreve este texto, provavelmente já o templo tinha sido destruído, mas narra-o em estilo apocalíptico, com frequentes alusões aorpofeta Daniel que é o mais representativo deste estilo no Antigo Testamento. A profanação que Tito fez do templo está narrada com alusões à anterior destruição dos tempos de Antíoco Epifanes (Cf. 1 Mac 1, 54; Dn 9, 27; 11,31; 12, 11). Terão de fugir depressa e, por isso, tem pena das grávidas e deseja que não aconteça num sábado pois a lei não permite longas caminhadas. Com o simbolismo dos astros que caem, o próprio Daniel refere-se à queda dos reinos (8,1). Então aparecerá o sinal do Filho do homem, o mesmo sinal que tinha anunciado Daniel em 7, 13-14.
Sendo um texto escrito em género apocalíptico, não é fácil interpretar estes sinais. Podemos sublinhar um deles:
"Haverá sismos, ou tremores de terra". A imagem "sismo" aparece várias vezes em Mateus como símbolo da vinda efectiva dos últimos tempos. Quando morre Jesus, um terramoto abre as sepulturas (Mt 27, 51) e, ao ver o terramoto, os guardas enchem-se de medo (27, 54). Outro terramoto abre o sepulcro de Jesus (28, 2). Todas estas imagens recolhidas no A.T., têm que nos testemunhar que esta vinda é certa e que temos de a esperar na fé. A destruição do templo supõe o desaparecimento dos últimos restos do A.T. Assim se designa a vinda do Ressuscitado que dará início a um mundo novo.
O "quando" da vinda
"O dia e a hora ninguém os sabe, nem os anjos do céu nem o Filho, mas apenas o Pai" (24, 36). Como Messias anuncia a proximidade da destruição do templo. Pede aos discípulos que estejam atentos, porque o Pai reservou para si o fim dos tempos, e para cada um o fim do tempo é o fim da sua vida. Esta é a resposta de Jesus e o apelo à vigilância, que se completará com três parábolas sobre este mesmo tema e uma referência ao último juízo como já presente.
A redacção do texto não pode ser clara porque emprega um género apocalíptico. O que se diz da destruição do templo podemos aplicá-lo ao fim do mundo, porque para o povo judeu ver destruído o templo é como ver o mundo destruído; e também porque a destruição do templo se converte em símbolo do fim do mundo. Antes que o mundo seja destruído o Evangelho deve ser proclamado em todo o mundo.
Quando Mateus escreve este texto, provavelmente já o templo tinha sido destruído, mas narra-o em estilo apocalíptico, com frequentes alusões aorpofeta Daniel que é o mais representativo deste estilo no Antigo Testamento. A profanação que Tito fez do templo está narrada com alusões à anterior destruição dos tempos de Antíoco Epifanes (Cf. 1 Mac 1, 54; Dn 9, 27; 11,31; 12, 11). Terão de fugir depressa e, por isso, tem pena das grávidas e deseja que não aconteça num sábado pois a lei não permite longas caminhadas. Com o simbolismo dos astros que caem, o próprio Daniel refere-se à queda dos reinos (8,1). Então aparecerá o sinal do Filho do homem, o mesmo sinal que tinha anunciado Daniel em 7, 13-14.
Sendo um texto escrito em género apocalíptico, não é fácil interpretar estes sinais. Podemos sublinhar um deles:
"Haverá sismos, ou tremores de terra". A imagem "sismo" aparece várias vezes em Mateus como símbolo da vinda efectiva dos últimos tempos. Quando morre Jesus, um terramoto abre as sepulturas (Mt 27, 51) e, ao ver o terramoto, os guardas enchem-se de medo (27, 54). Outro terramoto abre o sepulcro de Jesus (28, 2). Todas estas imagens recolhidas no A.T., têm que nos testemunhar que esta vinda é certa e que temos de a esperar na fé. A destruição do templo supõe o desaparecimento dos últimos restos do A.T. Assim se designa a vinda do Ressuscitado que dará início a um mundo novo.
O "quando" da vinda
"O dia e a hora ninguém os sabe, nem os anjos do céu nem o Filho, mas apenas o Pai" (24, 36). Como Messias anuncia a proximidade da destruição do templo. Pede aos discípulos que estejam atentos, porque o Pai reservou para si o fim dos tempos, e para cada um o fim do tempo é o fim da sua vida. Esta é a resposta de Jesus e o apelo à vigilância, que se completará com três parábolas sobre este mesmo tema e uma referência ao último juízo como já presente.
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