"A fé como dom e graça"
O Evangelho deste Domingo é um conjunto literário composto de duas partes: 1) o pedido dos apóstolos para que Jesus lhes aumente a fé e a comparação com o grão de mostarda; 2) o bom servidor.
A primeira coisa que devemos ter em conta é que a fé não é uma experiência que se possa medir em quantidade, mas sim em qualidade. A fé é o mistério pelo qual confiamos em Deus como Pai, e esta é a qualidade da fé: colocarmos a nossa vida nas suas mãos porque a sua palavra, revelada em Jesus e no seu Evangelho, enche o coração. Por isso, compara-se a fé com o grão de mostarda, muito pequeno, porque nessa pequenez há muita qualidade na qual se encerra, sem dúvida, o confiar (fiar-se) verdadeiramente em Deus. A fé não é ilógica, ou cega, é uma opção baseada na confiança. É como aquele que ama: muitas vezes não sabe explicar porque ama aquela pessoa concreta, mas existe uma razão secreta que nos leva a amar a outra pessoa, a acreditar nela.
A fé move montanhas e a comparação de que, pela fé, uma amoreira se pode plantar no mar, faz-nos pensar. É um símbolo do povo de Israel porque a amoreira é uma árvore que se fosse plantada no mar apodreceria. Assim como é impossível uma amoreira plantada no mar dar fruto, também uma religião sem fé não leva a lado nenhum, seria como uma religião vazia, uma religião sem fé.
A parábola do bom servidor é para Jesus nos ensinar que a vida cristã não pode ter como modelo o desejo de sermos recompensados por aquilo que fazemos. Não podemos servir a Deus e seguir Jesus por aquilo que possamos conseguir, mas na certeza de que o que possuímos é fruto da graça de Deus. Quando seguimos Jesus na fé, não vivemos para ter recompensas, mas sim em fazer o que devemos fazer e nisso somos felizes. Nas nossas relações com Deus não vale o do ut des (dou para receber), mas um abrirmo-nos à graça de Deus com o que somos e, por esta razão, somos convidados a sentar-nos à sua mesa, o que não acontece nas relações sociais deste nosso mundo de classes.
O Evangelho deste Domingo é um conjunto literário composto de duas partes: 1) o pedido dos apóstolos para que Jesus lhes aumente a fé e a comparação com o grão de mostarda; 2) o bom servidor.
A primeira coisa que devemos ter em conta é que a fé não é uma experiência que se possa medir em quantidade, mas sim em qualidade. A fé é o mistério pelo qual confiamos em Deus como Pai, e esta é a qualidade da fé: colocarmos a nossa vida nas suas mãos porque a sua palavra, revelada em Jesus e no seu Evangelho, enche o coração. Por isso, compara-se a fé com o grão de mostarda, muito pequeno, porque nessa pequenez há muita qualidade na qual se encerra, sem dúvida, o confiar (fiar-se) verdadeiramente em Deus. A fé não é ilógica, ou cega, é uma opção baseada na confiança. É como aquele que ama: muitas vezes não sabe explicar porque ama aquela pessoa concreta, mas existe uma razão secreta que nos leva a amar a outra pessoa, a acreditar nela.
A fé move montanhas e a comparação de que, pela fé, uma amoreira se pode plantar no mar, faz-nos pensar. É um símbolo do povo de Israel porque a amoreira é uma árvore que se fosse plantada no mar apodreceria. Assim como é impossível uma amoreira plantada no mar dar fruto, também uma religião sem fé não leva a lado nenhum, seria como uma religião vazia, uma religião sem fé.
A parábola do bom servidor é para Jesus nos ensinar que a vida cristã não pode ter como modelo o desejo de sermos recompensados por aquilo que fazemos. Não podemos servir a Deus e seguir Jesus por aquilo que possamos conseguir, mas na certeza de que o que possuímos é fruto da graça de Deus. Quando seguimos Jesus na fé, não vivemos para ter recompensas, mas sim em fazer o que devemos fazer e nisso somos felizes. Nas nossas relações com Deus não vale o do ut des (dou para receber), mas um abrirmo-nos à graça de Deus com o que somos e, por esta razão, somos convidados a sentar-nos à sua mesa, o que não acontece nas relações sociais deste nosso mundo de classes.
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