sábado, julho 21, 2007

XVI Domingo - O amor a Deus

A parábola do bom samaritano, que meditámos no Domingopassado, esclareceu o aspecto do amor ao próximo, que aparece já como resposta à Palavra de Deus. Mas também é necessário falar do amor a Deus. Isto acontece no episódio das irmãs Marta e Maria. Para além do sentido estrito do texto (trabalho de Marta e a escuta de Maria), não podemos fazer uma comparação entre as duas irmãs, de modo que aceitemos uma e desprezemos a outra. De facto, se convidaram Jesus, a cortesia exige as duas coisas: atender pessoalmente na conversação e preparar-lhe a mesa. É a amizade simbolizada na conversação a que dá sentido e valor à mesa.
A intenção do texto é esta: quando se tem a dita de receber Jesus, o escutá-lo tem de ser a primeira preocupação, mesmo por cima de atender às suas necessidades. Situando o episódio neste lugar, Lucas quer mostrar que há algo superior às obras de misericórdia realizadas pelo bom samaritano. Se tomamos o episódio como paradigmático, facilmente podemos concluir que para a implantação do Reino são necessárias a acção e a contemplação, sendo esta a que

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