OBRAS SÃO AMORES - OS SINAIS TESTEMUNHAM-N’O
Obras são amores e não as boas razões. As obras manifestam poder. As obras mostram, sobretudo, amor. O amor é acolhimento. O amor é perdão.
1. Poderoso em obras
Depois do discurso da planície, no qual Jesus se mostrou “poderoso em palavras”, agora vai manifestar-se “poderoso em obras”.
Lucas apresenta três sinais, intercalando neles a embaixada do Baptista:
- a cura do servo do centurião, na qual se mostra o universalismo da salvação e da fé;
- a ressurreição do filho da viuva de Naim;
- o perdão da pecadora, que manifesta a misericórdia de Jesus.
Os que vão beneficiar destes sinais respondem com uma atitude de fé em Cristo, com o reconhecimento da sua divindade, com um amor desbordante.
A cura do servo do centurião (Lc 7, 1-10)
O primeiro sinal que nos apresenta aqui é a cura do servo do centurião. Mais do que narrar o texto, quase que no-lo deixa adivinhar: “Jesus acompanhou-os”, mas nenhuma acção de Jesus nem nenhuma alusão à cura se descreve. Diz-se, isso sim, que “e, de regresso a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde”.
O interesse de Lc está em mostrar que se trata de um pagão, benfeitor do povo porque lhes construiu a sinagoga. Como pagão que é, não se aproxima directamente de Jesus, mas sim por intermediários. A sua atitude de plena confiança merece o louvor de Jesus “Digo-vos: nem em Israel encontrei tão grande fé”.
A fé cristã é fundamentalmente aceitação da pessoa de Cristo, que traz a salvação a todos os homens. Não foi fácil no início do cristianismo aceitar os pagãos (Act 10-11), como também não é fácil para nós abrirmos as comunidades sem mais limitações que a fé em Cristo. A referência à generosidade do centurião em favor dos judeus apresenta-se como uma recomendação perante Jesus. Talvez a intenção de Lucas seja captar a benevolência das comunidades judaicas em favor dos pagãos.
A ressurreição do filho da viuva de Naim (Lc 7, 11-17)
A cura de um doente é superada pela ressurreição de um defunto. É um episódio exclusivo de Lucas. A acção de Jesus apresenta-se fundamentalmente como misericórdia para com a viuva que tinha perdido o único filho. Todo o contexto e especialmente a expressão “entregou-o a sua mãe” recorda o gesto do profeta Elias que devolve a vida ao filho da viuva de Sarepta (1 Re 17, 17-24). Talvez assim se prepare a opinião daqueles que pensavam que Jesus era o Messias (9, 19).
Lc utiliza muitas vezes a palavra “Senhor” na boca de diferentes pessoas que falam com Jesus; é a primeira vez que o evangelista se refere a Jesus com este título, que é o nome com o qual se designa sempre a Deus na versão grega do AT.
A reacção dos presentes - “uma grande multidão acompanhava Jesus” -, não se faz esperar: admirados pelo que vêem proclamam Jesus como um grande profeta; reconhecem que Deus se tornou presente no seu povo; divulgam a notícia por todo o país e por toda a região.
Jesus vê e analisa a realidade: julga e compreende a situação e actua como consequência do que vê: diz uma só palavra à mãe: “Não chores” e uma só palavra ao defunto: “Levanta-te”. Este modo de actuar de Jesus é exemplo para nós: em vez de nos pormos a lamentar a situação, Jesus actua.
Entre este sinal e o seguinte coloca Lc a embaixada que João Baptista envia a partir da prisão (7, 18-23) para saber de Jesus se Ele é o Messias que ele tinha imaginado e que viria com a pá de joeirar o grão e queimar a palha na fogueira que nunca termina. Daí a pergunta: “És Tu, o que está para vir ou temos de esperar outro?” Jesus faz referência ao Messias anunciado pelos profetas e cita, por isso, as palavras de Isaías.
- A fé é fundamentalmente acolher a pessoa de Jesus. Como está a nossa fé enquanto abertura a Deus e serviço aos irmãos?
- Jesus vê a realidade que o rodeia, julga com misericórdia e actua em consequência deste ver e julgar. Somos nós assim na nossa vida de cada dia?
Obras são amores e não as boas razões. As obras manifestam poder. As obras mostram, sobretudo, amor. O amor é acolhimento. O amor é perdão.
1. Poderoso em obras
Depois do discurso da planície, no qual Jesus se mostrou “poderoso em palavras”, agora vai manifestar-se “poderoso em obras”.
Lucas apresenta três sinais, intercalando neles a embaixada do Baptista:
- a cura do servo do centurião, na qual se mostra o universalismo da salvação e da fé;
- a ressurreição do filho da viuva de Naim;
- o perdão da pecadora, que manifesta a misericórdia de Jesus.
Os que vão beneficiar destes sinais respondem com uma atitude de fé em Cristo, com o reconhecimento da sua divindade, com um amor desbordante.
A cura do servo do centurião (Lc 7, 1-10)
O primeiro sinal que nos apresenta aqui é a cura do servo do centurião. Mais do que narrar o texto, quase que no-lo deixa adivinhar: “Jesus acompanhou-os”, mas nenhuma acção de Jesus nem nenhuma alusão à cura se descreve. Diz-se, isso sim, que “e, de regresso a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde”.
O interesse de Lc está em mostrar que se trata de um pagão, benfeitor do povo porque lhes construiu a sinagoga. Como pagão que é, não se aproxima directamente de Jesus, mas sim por intermediários. A sua atitude de plena confiança merece o louvor de Jesus “Digo-vos: nem em Israel encontrei tão grande fé”.
A fé cristã é fundamentalmente aceitação da pessoa de Cristo, que traz a salvação a todos os homens. Não foi fácil no início do cristianismo aceitar os pagãos (Act 10-11), como também não é fácil para nós abrirmos as comunidades sem mais limitações que a fé em Cristo. A referência à generosidade do centurião em favor dos judeus apresenta-se como uma recomendação perante Jesus. Talvez a intenção de Lucas seja captar a benevolência das comunidades judaicas em favor dos pagãos.
A ressurreição do filho da viuva de Naim (Lc 7, 11-17)
A cura de um doente é superada pela ressurreição de um defunto. É um episódio exclusivo de Lucas. A acção de Jesus apresenta-se fundamentalmente como misericórdia para com a viuva que tinha perdido o único filho. Todo o contexto e especialmente a expressão “entregou-o a sua mãe” recorda o gesto do profeta Elias que devolve a vida ao filho da viuva de Sarepta (1 Re 17, 17-24). Talvez assim se prepare a opinião daqueles que pensavam que Jesus era o Messias (9, 19).
Lc utiliza muitas vezes a palavra “Senhor” na boca de diferentes pessoas que falam com Jesus; é a primeira vez que o evangelista se refere a Jesus com este título, que é o nome com o qual se designa sempre a Deus na versão grega do AT.
A reacção dos presentes - “uma grande multidão acompanhava Jesus” -, não se faz esperar: admirados pelo que vêem proclamam Jesus como um grande profeta; reconhecem que Deus se tornou presente no seu povo; divulgam a notícia por todo o país e por toda a região.
Jesus vê e analisa a realidade: julga e compreende a situação e actua como consequência do que vê: diz uma só palavra à mãe: “Não chores” e uma só palavra ao defunto: “Levanta-te”. Este modo de actuar de Jesus é exemplo para nós: em vez de nos pormos a lamentar a situação, Jesus actua.
Entre este sinal e o seguinte coloca Lc a embaixada que João Baptista envia a partir da prisão (7, 18-23) para saber de Jesus se Ele é o Messias que ele tinha imaginado e que viria com a pá de joeirar o grão e queimar a palha na fogueira que nunca termina. Daí a pergunta: “És Tu, o que está para vir ou temos de esperar outro?” Jesus faz referência ao Messias anunciado pelos profetas e cita, por isso, as palavras de Isaías.
- A fé é fundamentalmente acolher a pessoa de Jesus. Como está a nossa fé enquanto abertura a Deus e serviço aos irmãos?
- Jesus vê a realidade que o rodeia, julga com misericórdia e actua em consequência deste ver e julgar. Somos nós assim na nossa vida de cada dia?
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