A propósito da celebração dos 25 anos de sacerdócio do P. Moiteiro, pároco das Paróquias da Sé e São Vicente, na Guarda, juntamente com o P. José Dionísio, o Jornal A Guarda, de 3 de Maio, fez-lhe uma entrevista. Entre as várias perguntas feitas para a entrevista publicamos aquelas que mais directamente se relacionam com a vida das Paróquias.
Actualmente, é ou não complicado ser padre?
Reconheço que não é fácil ser padre hoje e isto por duas ordens de razões. A primeira prende-se, por um lado, com a missão de ser bom pastor à imagem de Cristo e, por outro, vermos como a nossa vida está longe de revelar rosto de Deus aos homens do nosso tempo. A segunda diz respeito à nossa sociedade e aos valores que orientam boa parte dos nossos cristãos. Em vez de sermos fermento que vá levedar a massa, deixamo-nos imbuir do relativismo que afecta a todos. Ser padre segundo coração de Cristo é difícil mas é também uma meta para a qual queremos caminhar todos os dias. Não devemos esquecer que quem transforma o coração da humanidade não somos nós mas sim a força do Espírito de Deus que nele está presente.
Haverá alguma razão para que os jovens estejam um pouco afastados de Deus e da Igreja?
Para além das razões apontadas, penso que a maior dificuldade é a falta de modelos que os levem a apostar a vida em causas nobres. Há um divórcio crescente entre a fé e a vida e isto faz que os jovens andem afastados de Deus e da Igreja.
Como analisa o relacionamento das paróquias da cidade com os jovens que frequentam o Instituto Politécnico da Guarda?
O Pe José Dionísio está nomeado, pelo Senhor Bispo, Assistente Espiritual do Instituto Politécnico da Guarda. Neste sentido, tem desenvolvido algumas acções de formação e assegurado, dentro de todas as limitações das outras acções pastorais de que também está responsável, uma permanência efectiva no espaço reservado a este serviço. A permanência é assegurada por ele e pela equipa de jovens que com ele colabora.
Qual o balanço que faz do tempo que está à frente das paróquias da cidade da Guarda (Sé e São Vicente)?
O tempo ainda é pouco e, neste momento, estou a tomar conhecimento da realidade e a tentar descobrir caminhos que abram espaços para a formação cristã dos nossos baptizados. Noto um cristianismo muito baseado na liturgia e no culto e pouco empenho na transformação da realidade em que vivemos. Por aqui temos de fazer esforços na formação dos vários agentes que colaboram na pastoral e dar-lhes a perspectiva de uma eclesiologia de comunhão.
No seu ponto de vista, o património religioso construído, nestas paróquias, está bem preservado?
A maior parte do património religioso está bem conservado e isso deve-se ao esforço da anterior equipa sacerdotal, nomeadamente do Senhor P. Abel. Gostaria de ver a Catedral mais acolhedora para as celebrações, uma vez que o edifício identifica a nossa cidade e é o mais belo monumento de toda a Beira interior. Estamos a fazer esforços nesse sentido sabendo que a colaboração com o IPPAR é indispensável. As dificuldades financeiras deste organismo também não têm ajudado nas nossas pretensões.
No caso concreto da Capela do Mileu, há algum projecto de recuperação?
A Capela é propriedade da Fábrica da Igreja de São Vicente, mas é um monumento classificado e, por esta razão, a consolidação da parede que está junto do cemitério tem de ser feita em colaboração com as várias entidades interessadas. Em Setembro passado, os serviços da Câmara Municipal confirmaram que ainda não há risco imediato, mas que devemos estar atentos à evolução da situação.
E para os azulejos da Igreja de São Vicente?
Sei que o Programa Polis fez uma candidatura junto de uma Fundação com base na lei do mecenato. As coisas não se resolvem com a rapidez que nós desejamos e aguardamos uma resposta para depois actuarmos. Não são só os azulejos que precisam de recuperação, mas sim todo o interior da Igreja necessita obras urgentes.
A zona das Lameirinhas continua sem um lugar próprio de culto. O que é que está a ser feito para alterar esta situação?
Estamos na fase inicial de elaboração de um Projecto para a construção de um Lar de Idosos, num terreno que a Paróquia tem nessa zona. Esse Projecto prevê um lugar de culto que estará à disposição daquela zona da cidade. Aliás, também haverá salas para formação humana e cristã dos habitantes das Lameirinhas.
Que obras pretende realizar nas paróquias da Sé e São Vicente, a nível de culto, a nível de formação e a nível social?
Para além da recuperação do património já assinalado e na continuação do que já vinha de trás, estamos a pensar num espaço de oração e formação em Alfarazes e num Complexo Paroquial para a Povoa do Mileu. Aqui, concretamente, a dificuldade está ao nível do terreno.
Reconheço que não é fácil ser padre hoje e isto por duas ordens de razões. A primeira prende-se, por um lado, com a missão de ser bom pastor à imagem de Cristo e, por outro, vermos como a nossa vida está longe de revelar rosto de Deus aos homens do nosso tempo. A segunda diz respeito à nossa sociedade e aos valores que orientam boa parte dos nossos cristãos. Em vez de sermos fermento que vá levedar a massa, deixamo-nos imbuir do relativismo que afecta a todos. Ser padre segundo coração de Cristo é difícil mas é também uma meta para a qual queremos caminhar todos os dias. Não devemos esquecer que quem transforma o coração da humanidade não somos nós mas sim a força do Espírito de Deus que nele está presente.
Haverá alguma razão para que os jovens estejam um pouco afastados de Deus e da Igreja?
Para além das razões apontadas, penso que a maior dificuldade é a falta de modelos que os levem a apostar a vida em causas nobres. Há um divórcio crescente entre a fé e a vida e isto faz que os jovens andem afastados de Deus e da Igreja.
Como analisa o relacionamento das paróquias da cidade com os jovens que frequentam o Instituto Politécnico da Guarda?
O Pe José Dionísio está nomeado, pelo Senhor Bispo, Assistente Espiritual do Instituto Politécnico da Guarda. Neste sentido, tem desenvolvido algumas acções de formação e assegurado, dentro de todas as limitações das outras acções pastorais de que também está responsável, uma permanência efectiva no espaço reservado a este serviço. A permanência é assegurada por ele e pela equipa de jovens que com ele colabora.
Qual o balanço que faz do tempo que está à frente das paróquias da cidade da Guarda (Sé e São Vicente)?
O tempo ainda é pouco e, neste momento, estou a tomar conhecimento da realidade e a tentar descobrir caminhos que abram espaços para a formação cristã dos nossos baptizados. Noto um cristianismo muito baseado na liturgia e no culto e pouco empenho na transformação da realidade em que vivemos. Por aqui temos de fazer esforços na formação dos vários agentes que colaboram na pastoral e dar-lhes a perspectiva de uma eclesiologia de comunhão.
No seu ponto de vista, o património religioso construído, nestas paróquias, está bem preservado?
A maior parte do património religioso está bem conservado e isso deve-se ao esforço da anterior equipa sacerdotal, nomeadamente do Senhor P. Abel. Gostaria de ver a Catedral mais acolhedora para as celebrações, uma vez que o edifício identifica a nossa cidade e é o mais belo monumento de toda a Beira interior. Estamos a fazer esforços nesse sentido sabendo que a colaboração com o IPPAR é indispensável. As dificuldades financeiras deste organismo também não têm ajudado nas nossas pretensões.
No caso concreto da Capela do Mileu, há algum projecto de recuperação?
A Capela é propriedade da Fábrica da Igreja de São Vicente, mas é um monumento classificado e, por esta razão, a consolidação da parede que está junto do cemitério tem de ser feita em colaboração com as várias entidades interessadas. Em Setembro passado, os serviços da Câmara Municipal confirmaram que ainda não há risco imediato, mas que devemos estar atentos à evolução da situação.
E para os azulejos da Igreja de São Vicente?
Sei que o Programa Polis fez uma candidatura junto de uma Fundação com base na lei do mecenato. As coisas não se resolvem com a rapidez que nós desejamos e aguardamos uma resposta para depois actuarmos. Não são só os azulejos que precisam de recuperação, mas sim todo o interior da Igreja necessita obras urgentes.
A zona das Lameirinhas continua sem um lugar próprio de culto. O que é que está a ser feito para alterar esta situação?
Estamos na fase inicial de elaboração de um Projecto para a construção de um Lar de Idosos, num terreno que a Paróquia tem nessa zona. Esse Projecto prevê um lugar de culto que estará à disposição daquela zona da cidade. Aliás, também haverá salas para formação humana e cristã dos habitantes das Lameirinhas.
Que obras pretende realizar nas paróquias da Sé e São Vicente, a nível de culto, a nível de formação e a nível social?
Para além da recuperação do património já assinalado e na continuação do que já vinha de trás, estamos a pensar num espaço de oração e formação em Alfarazes e num Complexo Paroquial para a Povoa do Mileu. Aqui, concretamente, a dificuldade está ao nível do terreno.
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